Maio 2024

Descobertos gelos de CO2 e de monóxido de carbono nos confins do Sistema Solar

2024-05-29T20:38:51+00:00

Um estudo internacional, em que participa Nuno Peixinho, investigador do Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) de Coimbra, revela uma vasta presença de antigos gelos de dióxido de carbono (CO2) e monóxido de carbono (CO) em Objetos transneptunianos (TNOs), sugerindo que o CO2 pode ter existido na formação do nosso Sistema Solar. Esta investigação, publicada na Nature Astronomy, sugere que o gelo de CO2 era abundante nas regiões exteriores frias do enorme disco de gás e poeiras em rotação a partir do qual se formou o nosso Sistema Solar, normalmente conhecido por disco protoplanetário. Os investigadores descreveram a deteção de dióxido de carbono em 56 TNOs e monóxido de carbono em 28, de uma amostra de 59 objetos observados com o novo Telescópio Espacial James Webb (JWST). De acordo com o estudo, o dióxido de carbono está presente nas superfícies de virtualmente toda a população transneptuniana, independentemente das suas famílias e do tamanho do corpo, enquanto o monóxido de carbono foi detetado apenas em objetos com alta abundância de dióxido de carbono. «É a primeira vez que observamos um grande número [...]

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Como processamos as mudanças de estado dos objetos durante a compreensão da linguagem?

2024-05-28T15:38:10+00:00

Um estudo realizado no Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte) explorou como as pessoas processam as mudanças de estado de um objeto durante a compreensão da linguagem. Os resultados podem melhorar a nossa compreensão da linguagem e informar modelos teóricos de cognição de eventos. Segundo os autores Oleksandr Horchak e Margarida Garrido, investigadores do CIS-Iscte, estudos no campo da psicolinguística (área da psicologia que investiga os processos linguísticos) têm explorado como as pessoas processam mudanças nos estados dos objetos durante a compreensão da linguagem. Por exemplo, o que acontece quando lemos uma frase sobre alguém escolher uma banana vs. pisar uma banana? "Os nossos cérebros são sensíveis às mudanças de estado dos objetos, e as dificuldades associadas a manter o controlo desses múltiplos estados podem ser significativas", explica Oleksandr Horchak. "Por exemplo, estudos anteriores mostraram que as pessoas levavam mais tempo para verificar uma imagem de uma banana no seu estado original depois de ler uma frase como ‘O João pisou uma banana' do que depois de ler uma frase como ‘O João escolheu uma banana’. O inverso foi observado para a imagem de uma banana num estado modificado (esmagada), para a qual as pessoas eram mais rápidas [...]

Como processamos as mudanças de estado dos objetos durante a compreensão da linguagem?2024-05-28T15:38:10+00:00

Universidade de Coimbra avalia impacto ambiental do ciclo de vida de diferentes tecnologias de motores elétricos

2024-05-27T13:48:00+00:00

Um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a avaliar o impacto ambiental do ciclo de vida de diferentes tecnologias de motores elétricos. Até ao momento, os resultados obtidos mostram que os motores síncronos de relutância (SynRM) com eficiência IE5 (maior nível de eficiência normatizado) apresentam uma maior eficiência operacional, mas têm maiores impactos ambientais na fabricação. «Esta questão deve-se fundamentalmente a duas possibilidades: a primeira, é a utilização de mais materiais para a redução de perdas, e a segunda, é pela utilização dos materiais específicos, como os ímanes permanentes de Neodímeo-Ferro-Boro. Para a extração e processamento de neodímio os impactos são elevados, tanto na terra como na água», revela Danilo de Souza, aluno de doutoramento do Institute of Energy and Environment (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), Brasil, de Erasmus no Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC. De acordo com o estudante internacional, «os motores síncronos de ímanes permanentes (PMSMs) apesar de serem os mais eficientes, têm um impacto ambiental mais significativo, especialmente no fabrico e eliminação, devido à extração de metais de terras raras e aos desafios da reciclagem». Um dos principais objetivos do projeto passou [...]

Universidade de Coimbra avalia impacto ambiental do ciclo de vida de diferentes tecnologias de motores elétricos2024-05-27T13:48:00+00:00

Cérebro: a última fronteira

2024-05-27T10:47:30+00:00

Os avanços da ciência são alicerçados na partilha de conhecimento, experimentação e método. Mas ainda que as pontes sejam mais frequentes há por vezes protagonistas que competem entre si em “duelos” fascinantes. Foi o que sucedeu entre o italiano Camillo Golgi (1840-1926) e o espanhol Santiago Ramon y Cajal (1852-1934). Estávamos no final do século XIX, período excepcional para o conhecimento da morfologia do sistema nervoso. Golgi criou a impregnação de prata que permitiu corar os neurónios. Esta técnica foi fundamental para descobertas posteriores. Foi ele que, entre outras observações, identificou as múltiplas conexões em rede. O italiano ficou então convencido de que os neurónios se mantinham ligados em continuidade e cunhou a teoria reticular ou sincicial do sistema nervoso. Mas esta hipótese foi contrariada por Cajal que, ao estudar o sistema nervoso com o método inventado anteriormente pelo “rival”, estabeleceu que existia uma descontinuidade entre os neurónios. Tal seria corroborado definitivamente com a microscopia electrónica. Nos anos 50 do séc. XX conseguimos observar a existência de um espaço entre os neurónios, a que chamamos de sinapses. As sinapses são zonas activas de contacto, químico ou eléctrico, entre uma terminação nervosa e outros neurónios, células musculares ou outras. Este [...]

Cérebro: a última fronteira2024-05-27T10:47:30+00:00

Universidade do Minho participa em consórcio para criar as baterias da próxima geração

2024-05-23T10:34:47+00:00

O Centro de Química da Escola de Ciências da Universidade do Minho está a desenvolver um eletrólito à base de celulose para as baterias da próxima geração, que vão ser em estado sólido e recicláveis. A investigação insere-se no consórcio “New Generation Storage (NGS)”, liderado pela dstsolar e que junta 49 empresas e instituições portuguesas para o fabrico e a recuperação sustentável de baterias, contando com 111 milhões de euros de financiamento do PRR até 2026. Este cluster quer transformar toda a cadeia de valor nacional de produção de componentes, packs e reciclagem de baterias, contribuindo para a eletrificação completa da mobilidade do país até 2035 e a transição energética da União Europeia até 2040. As atuais baterias de iões de lítio estão a atingir o seu limite a nível de tensão das células e taxas de carga rápida. As futuras baterias em estado sólido (geração 4b) vão poder melhorar a densidade de energia, o armazenamento sustentável e a segurança. Cada grupo de trabalho do NGS é responsável pela constituição de uma parte das baterias, que será depois testada numa instalação piloto no Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes (CeNTI), em Famalicão, explica Maria Manuela Silva, do Centro de Química [...]

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Desenvolvida tinta inovadora com capacidade de impermeabilização ao radão por adição de resíduos de cascas de ovos

2024-05-21T17:54:39+00:00

Uma equipa de especialistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com o Instituto Pedro Nunes (IPN), desenvolveu uma tinta inovadora por adição de resíduos de cascas de ovos com capacidade de impermeabilização à passagem do gás radão. «O projeto ShellutionPlus procurou desenvolver cargas minerais biogénicas de forma inovadora e sustentável para a formulação de tintas e de papel, conciliando os desafios associados à gestão e processamento de um resíduo alimentar com o desempenho técnico dos novos produtos desenvolvidos», começa por explicar Teresa Vieira, professora no Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da FCTUC. O que diferencia o carbonato de cálcio existente no ovo da galinha do que ocorre na natureza e do sintético «é a nano porosidade que está presente na casca do ovo, e que se mantém durante o processamento da tinta, contribuindo para melhorar certas propriedades óticas e potenciar o efeito de barreira à passagem do gás radão», complementa João Duarte, investigador do IPN, avançando que esta nova composição de tintas está patenteada. «No caso da indústria papeleira demonstrou-se o potencial das cargas minerais biogénicas para a melhoria das propriedades de resistência mecânica», afirmou Paulo Ferreira, professor no Departamento de Engenharia [...]

Desenvolvida tinta inovadora com capacidade de impermeabilização ao radão por adição de resíduos de cascas de ovos2024-05-21T17:54:39+00:00

Identificadas leveduras e bactérias que degradam plástico

2024-05-17T07:59:50+00:00

Uma equipa do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho identificou um grupo de leveduras e bactérias capazes de degradar plástico. O resultado é muito promissor e potencia os microrganismos como alternativa sustentável no combate à poluição global dos plásticos. O estudo iniciou em 2021 e derivou nomeadamente na tese de mestrado em Bioquímica Aplicada de João Gomes, que teve a orientação de Raúl Machado e de Isabel Soares-Silva, a parceria da empresa Vizelpas e financiamento europeu através dos projetos científicos Ecobib e River2Ocean. Os plásticos são muito usados no mundo por serem resistentes e baratos, substituindo outros materiais, mas acumulam-se cada vez mais no ambiente, com efeitos negativos nos ecossistemas, na economia e na saúde, diz João Gomes. A sua investigação aplicou várias leveduras e bactérias para degradar polietileno, um dos principais plásticos do quotidiano e muito poluente, pois tem baixa biodegradabilidade. Concluiu-se que a Yarrowia lipolytica e a Pseudomonas aeruginos se fixavam à superfície do plástico, formavam biofilmes(primeira fase da degradação) e produziam enzimas que se “alimentavam” de plástico, decompondo-o. Têm sido detetados microplásticos na placenta humana e no leite materno, mas também em alimentos como água, sal, mariscos, [...]

Identificadas leveduras e bactérias que degradam plástico2024-05-17T07:59:50+00:00

Meteorologia Espacial – maior tempestade em 20 anos!

2024-05-14T14:55:54+00:00

A semana passada assistiu a forte atividade solar. De facto, ocorreram diversas erupções solares de classe X, com origem na região ativa do Sol chamada AR3664, um aglomerado de manchas solares com 16 vezes o diâmetro da Terra (figura 1). Dessa região ocorreram cinco ejeções de matéria coronal (sigla CME em inglês) entre os dias 8 e 9 de maio, que se dirigiram para a Terra. A chegada das primeiras CMEs às vizinhanças da Terra teve lugar cerca das 18 horas de sexta-feira 10 de maio, fazendo-se sentir no aumento súbito de intensidade do campo magnético observado por exemplo no observatório magnético de Coimbra (COI) (figura 2). Este aumento de intensidade é causado pela compressão da magnetosfera terrestre, do lado voltado para o Sol, como resultado da colisão das CMEs. Desta interação resultou uma forte perturbação do campo magnético terrestre (tempestade geomagnética), classificada pela agência americana NOAA com o índice G5, numa escala de 1 a 5! A última tempestade geomagnética G5 ocorreu em outubro de 2003, há 20 anos atrás, e causou cortes de energia na Suécia e danificou transformadores na África do Sul. Este é o género de evento que pode causar distúrbios vários nos serviços fornecidos [...]

Meteorologia Espacial – maior tempestade em 20 anos!2024-05-14T14:55:54+00:00

Estudo da Universidade de Coimbra sugere que bactérias sobrevivem em meio hospitalar através da degradação de plásticos

2024-05-13T14:43:24+00:00

Um estudo liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) sugere que as bactérias sobrevivem em meio hospitalar através da degradação de materiais plásticos. Esta investigação, publicada na revista “Heliyon”, evidencia que este processo de deterioração de polímeros pelas bactérias, é relevante para explicar a persistência das bactérias em ambiente hospitalar. «A ocorrência de infeções em meio hospitalar é um fenómeno multifatorial e está relacionado com a contaminação por bactérias. As bactérias ESKAPE, especificamente as Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae, são relevantes na ocorrência destas infeções. Portanto, é necessário investigar para identificar características que justifiquem a prevalência destas espécies no ambiente de saúde», consideram Paula Morais e Rita Branco, docentes do Departamento de Ciências da Vida (DCV) e investigadoras do Grupo de Microbiologia Ambiental do Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos (CEMMPRE). De acordo com as autoras do estudo, este trabalho teve por objetivo perceber como as bactérias conseguem manter-se vivas em meio hospitalar mesmo na presença de vários processos de desinfeção. «Concluímos que as bactérias por vezes podem resistir a alguns antibióticos, mas têm também a capacidade de usar os materiais dos hospitais, por exemplo a cânulas nasais e os tubos para soro, [...]

Estudo da Universidade de Coimbra sugere que bactérias sobrevivem em meio hospitalar através da degradação de plásticos2024-05-13T14:43:24+00:00

Desvendado mistério secular sobre a cor dos cucos

2024-05-13T10:31:22+00:00

A variação natural característica das espécies encontra-se, por vezes, restrita a um só sexo, criando um enigma ao qual os cientistas há muito procuram resposta. Num novo estudo publicado na revista científica Science Advances, um consórcio internacional co-liderado pela estudante de doutoramento em Biodiversidade, Genética e Evolução da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Cristiana Marques, também investigadora no BIOPOLIS-CIBIO, aplicou ferramentas de genómica de nova geração para estudar um mistério natural com mais de 200 anos – a fêmea de cuco “hepática”. O estudo revela a razão genética que explica o facto de fêmeas de diferentes espécies de cucos possuírem cores muito distintas. Em 1788, o naturalista sueco Anders Sparrman, um discípulo do famoso Lineu, descreveu uma variedade de cucos arruivados à qual chamou “cuco hepático”, e que considerou tão distinta dos habituais cucos cinzentos que a catalogou como uma nova espécie de ave. Ao longo dos séculos seguintes, tornou-se claro para os naturalistas que os cucos hepáticos eram apenas uma variedade colorida do cuco-canoro europeu mais comum (Cuculus canorus), mas com uma particularidade: enquanto os machos de cuco são sempre cinzentos, as fêmeas podem ser ou cinzentas (semelhantes aos machos), ou ser da variante arruivada, apelidada “hepática”. [...]

Desvendado mistério secular sobre a cor dos cucos2024-05-13T10:31:22+00:00
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